A maior escola de jazz que tive foram os episódios da “Pantera-Cor-de-Rosa”. Neles, uma trilha sonora de fundo (impossível alguém que não tenha ouvido) faz o acompanhamento dos episódios sem fala da pantera. Henry Mancini e sua orquestra introduziram o linguajar “jazzístico” nos ouvidos da garotada da minha idade.
Essa, vocês também conhecem (acho!). “Linus and Lucy” do desenho Snoopy! JAZZ!
Tudo isso para dizer que esse ritmo um tanto esquisito para maioria das pessoas além de influenciar vários outros que viriam, está intimamente presente sem que muitos se deem conta. Então, como dá pra se ver, o jazz fazia parte dessas coisas que eram comuns de se escutar na infância (pelo menos lá em casa). Natural que, para mim acabasse se tornando algo “não chato”, e, ao escutar esse disco de Thelonious Monk, alguns detalhes acabam me chamando a atenção.
Não vou falar de detalhes em específico de nehuma das músicas. Só chamar a atenção para o nível de experimentalismo atingido por Thelonius. Como havia dito no post anterior, ele pode ser considerado um cientista. Uma das características marcantes é a improvisação a todo o momento. As melodias que apresentam verdadeiras “esquinas” no andamento. Explicando a minha interpretação: quando você “acha” que a melodia vai prosseguir de uma maneira que seu cérebro espera, você acaba surpreendido com variações inesperadas. Uma característica nos improvisadores, tal como Wynton Marsalis, em Cherokee, no exemplo abaixo.
Enfim, em momentos eu acabo me emocionando com o texto e todas as lembranças da época de menino.
Ao escutar esse disco acabo chegando a conclusão que cresci, mas não perdi o menino que há dentro de mim, sentado vendo “Pantera-Cor-de-Rosa” e comendo bolo Ana Maria recheado ao som de Henry Mancini...
Veredito final: Tenho muitos motivos pra gostar desse disco. Mas sou sincero de dizer que ele não é tão palatável como os demais até o presente momento.
Próxima vítima: Sabu – Palo Congo. Santeria quer dizer algo pra você? Esse é “invocadaço”!!!

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