Se eu tivesse eu ouvir somente um disco pelo resto de minha vida seria Seargent Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Por isso mesmo me doeria fisicamente deixar The WILDEST! para trás.
Talvez por se tratar de um dos melhores que eu já tenha escutado na minha vida.
Não! Não estou superestimando esse aqui. A verve e irreverência do swing de Louis Prima ficam escancaradas assim que ele abre a boca. O homem é fantástico no palco e ao microfone. Tendo como faixa de abertura o medley magistral “Just a gigolô/I ain’t got nobody” (que eu fiz a finesse de colocar um trecho no blog) você só fica parado se estiver em coma ou for surdo. A cada nova música a vontade de pular da cadeira, aumentar o som, enfim, mexer o esqueleto, fica mais e mais insustentável. Louis era um “entertainer”. Aquele tipo de artista que faz da sua interpretação algo por vezes sensual, irresistível até para própria banda! Na faixa “Oh! Marie”, só para citar o exemplo, em dado momento Prima deixa desconcertado o saxofonista Sam Butera ao improvisar sem aviso prévio algum. Em plena gravação!
Excerpt - Just A GigoloLouis Prima by rafaelramires
Um momento para situar todo mundo no tempo e espaço.
Estamos em 1954 e Louis Prima, um frontman (líder) de big band viu a popularidade do gênero se esvair. Então com 43 anos, casado com uma garota de 22 anos e com filhos precisava de uma repaginada em sua carreira. Necessitando mostrar sua nova forma de arte, alugou o Sahara Lounge em Las Vegas, apesar da negativa do amigo Cab Calloway que avisara da reputação dos lounges de Vegas em sepultar carreiras. Era o que o dinheiro conseguia no momento. Desde sua estréia um sucesso estrondoso, sempre com casa cheia. Louis Prima e banda eram acompanhadas por outro talento nato: Keely Smith. Meninos e meninas! Que voz! Só ouvindo pra se ter idéia!
O álbum The WILDEST! foi gravado em estúdio mas com todos músicos tocando juntos, em takes únicos, sem trucagem de edição, para manter o espírito da banda em Vegas e seus shows cheios de improvisação.
Conselho: faça um favor aos seus ouvidos e ouça The WILDEST! Juro que você não será o mesmo.
Veredito final: tal qual uma tatuagem, depois de ouvir este disco ele nunca mais sairá da sua lembrança.
Próxima vítima: Fats Domino – This Is Fats. É o rock’n roll tomando forma. Redondo é uma forma, né?
Talvez por se tratar de um dos melhores que eu já tenha escutado na minha vida.
Não! Não estou superestimando esse aqui. A verve e irreverência do swing de Louis Prima ficam escancaradas assim que ele abre a boca. O homem é fantástico no palco e ao microfone. Tendo como faixa de abertura o medley magistral “Just a gigolô/I ain’t got nobody” (que eu fiz a finesse de colocar um trecho no blog) você só fica parado se estiver em coma ou for surdo. A cada nova música a vontade de pular da cadeira, aumentar o som, enfim, mexer o esqueleto, fica mais e mais insustentável. Louis era um “entertainer”. Aquele tipo de artista que faz da sua interpretação algo por vezes sensual, irresistível até para própria banda! Na faixa “Oh! Marie”, só para citar o exemplo, em dado momento Prima deixa desconcertado o saxofonista Sam Butera ao improvisar sem aviso prévio algum. Em plena gravação!
Excerpt - Just A GigoloLouis Prima by rafaelramires
Um momento para situar todo mundo no tempo e espaço.
Estamos em 1954 e Louis Prima, um frontman (líder) de big band viu a popularidade do gênero se esvair. Então com 43 anos, casado com uma garota de 22 anos e com filhos precisava de uma repaginada em sua carreira. Necessitando mostrar sua nova forma de arte, alugou o Sahara Lounge em Las Vegas, apesar da negativa do amigo Cab Calloway que avisara da reputação dos lounges de Vegas em sepultar carreiras. Era o que o dinheiro conseguia no momento. Desde sua estréia um sucesso estrondoso, sempre com casa cheia. Louis Prima e banda eram acompanhadas por outro talento nato: Keely Smith. Meninos e meninas! Que voz! Só ouvindo pra se ter idéia!
O álbum The WILDEST! foi gravado em estúdio mas com todos músicos tocando juntos, em takes únicos, sem trucagem de edição, para manter o espírito da banda em Vegas e seus shows cheios de improvisação.
Conselho: faça um favor aos seus ouvidos e ouça The WILDEST! Juro que você não será o mesmo.
Veredito final: tal qual uma tatuagem, depois de ouvir este disco ele nunca mais sairá da sua lembrança.
Próxima vítima: Fats Domino – This Is Fats. É o rock’n roll tomando forma. Redondo é uma forma, né?

esse album é ducaralho!!
ResponderExcluirum dos melhores dos anos 50!!
Sem sombra de dúvida Gus! Muitos são bons, mas pra se ouvir do começo ao fim, não tem igual à esse!
ResponderExcluirValeu!
Abração!