Você conhece bluegrass? Então com The Louvin Brothers – Tragic songs of life você toma um porre de bluegrass!
Assim que você liga o toca-disco e baixa a agulha no bolachão, a agradável “Kentucky” inicia os trabalhos do primeiro long-play dos irmãos Louvin. Todas as músicas têm arranjos muito parecidos, o bandolim sempre presente e os demais instrumentos no acompanhamento e depois se revezando. Tudo muito bonito e bem arranjado! O bluegrass em sua essência é isso. Um sub-gênero do country, misto de música folk irlandesa e inglesa, e por aí vai....
Mas a verdadeira beleza do álbum (se assim posso dizer) está nas letras da dupla. Além do gospel, principal tema da dupla, estão histórias de desilusões amorosas de cortar os pulsos (Let her go, God bless her!), lugares onde a única esperança é a morte (In the pines) e pra fechar a lista mórbida, um estilo musical chamado murder ballads. Isso mesmo! Baladas de assassinatos. O exemplo perfeito é a “Knoxville girl”. A música começa contando a história de uma moça que, durante um passeio com seu namorado, é agredida, pede pela própria vida (o que não adianta nada, óbvio!) e acaba seus dias no fundo de um rio! Simples assim!
Vendo a dupla mais de perto, suas vidas não foram muito diferentes das músicas que cantavam. Ira Loudermilk (o verdadeiro sobrenome da dupla) em certa ocasião levou vários tiros de sua então esposa. E não morreu!
Em 2001 a dupla entrou para o Country Hall of Fame, consagrando uma carreira que influenciou inúmeros artistas desde a música country até outros gêneros musicais.
Assim que você liga o toca-disco e baixa a agulha no bolachão, a agradável “Kentucky” inicia os trabalhos do primeiro long-play dos irmãos Louvin. Todas as músicas têm arranjos muito parecidos, o bandolim sempre presente e os demais instrumentos no acompanhamento e depois se revezando. Tudo muito bonito e bem arranjado! O bluegrass em sua essência é isso. Um sub-gênero do country, misto de música folk irlandesa e inglesa, e por aí vai....
Mas a verdadeira beleza do álbum (se assim posso dizer) está nas letras da dupla. Além do gospel, principal tema da dupla, estão histórias de desilusões amorosas de cortar os pulsos (Let her go, God bless her!), lugares onde a única esperança é a morte (In the pines) e pra fechar a lista mórbida, um estilo musical chamado murder ballads. Isso mesmo! Baladas de assassinatos. O exemplo perfeito é a “Knoxville girl”. A música começa contando a história de uma moça que, durante um passeio com seu namorado, é agredida, pede pela própria vida (o que não adianta nada, óbvio!) e acaba seus dias no fundo de um rio! Simples assim!
Vendo a dupla mais de perto, suas vidas não foram muito diferentes das músicas que cantavam. Ira Loudermilk (o verdadeiro sobrenome da dupla) em certa ocasião levou vários tiros de sua então esposa. E não morreu!
Em 2001 a dupla entrou para o Country Hall of Fame, consagrando uma carreira que influenciou inúmeros artistas desde a música country até outros gêneros musicais.
Veredito final: Do ponto de vista histórico, vale à pena ouvir um precursor de gêneros. Do ponto de vista da comédia, as letras são um show a parte.
Próxima vítima: Louis Prima - The Wildest! O Rei do Swing (pensou sacanagem, né?)

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