Se há um artista da década de 50, presente na lista dos 1001 Discos que soa incrivelmente atual (tomadas as devidas proporções, claro!), este é Buddy Holly.
Um dos primeiros artistas a ser incluído no Rock’n Roll Hall of Fame, é notadamente o mais influente de todos os seus contemporâneos. Para quem já ouviu pelo menos uma vez Beatles (existe alguém na Terra que não tenha ouvido Beatles????) é impossível não notar a semelhança. Os próprios Beatles jamais negaram a influencia de Buddy Holly. Meu blog não é dedicado à previsões futuristas ou coisas do tipo “se fulano estivesse vivo”, mas posso extrapolar essa fronteira e dizer que, se Buddy não tivesse encerrado sua carreira de maneira trágica e prematura aos 22 anos (alguém já viu o filme “La Bamba”?), talvez os Beatles, Rolling Stones e demais artistas não teriam sido o que foram. Na real: o cara era incrível!
Assim como Mr. Frank Sinatra em seu “Songs for swingin lovers” e suas canções “enxutas” de 3 minutos, nesse disco a fórmula se repete com maestria. Melodias com arranjos modernos e vocais que mais pareciam interpretados que cantados. No vocal o cara parecia um ator! Em “That’ll be the day”, Buddy tem uma impostação de voz fantástica, quase teatral. “Rock me my baby” tem uma levada muito rockabilly e “Lonesome tears” poderia ter saído de um disco dos Beatles.
Uma das maiores vantagens de se ouvir os 1001 na ordem cronológica, como estou fazendo, é que é possível perceber as alterações pelas quais a música vai passando em seu caminhar. Tendo ouvido os discos que ouvi até agora, uma mudança fica perceptível: mesmo poucos, os álbuns são suficientes para notar que algo no ar está mudando. Buddy Holly é a prova disso. Depois de vários discos tão marcadamente anos 50 (exceção honrosa para Louis Prima), Buddy mais parece vindo do futuro! Um Marty McFly de óculos de aros grossos e cara de nerd.
Faltam muitos discos até lá, mas quando chegar em “American Pie” de Don McLean, farei um gancho e todos perceberão que os anos passam, mas a música é imortal!
Uma palhinha de “Rock me my baby” só pra dar água na boca...
Rock me my baby by rafaelramires
Veredito final: obrigatório para qualquer um que queira entender de onde o rock veio. E perceber que quase tudo o que foi feito depois parece soar familiar...
Próxima vítima: Count Basie – The atomic Mr. Basie. A capa faz você pensar uma coisa, mas quando você ouve...Aguardem!


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