Veja a capa ao lado. Reflita. Qualquer disco que ostente um cogumelo atômico em sua capa deve conter um ritmo digno da representação deste tipo de “liberação de energia”. “The atomic Mr. Basie” por William James “Count” Basie é mais um disco de jazz deste início de lista. Assim como os outros discos de jazz que por mim foram comentados até então, este é mais um exemplo da criatividade e versatilidade que músicos de jazz estavam apresentando ao paladar dos ouvintes da década de 50. Tá bom! Falando assim até parece que não passa de “mais” um de tantos já citados. O detalhe é que cada álbum de jazz por si só traz uma gama absurda de novidades. Todo tipo de alteração sutil, resultava muita diferença no final. Os melhores exemplos deste disco estão em “Fantail” e “After supper” são bons exemplos do estilo de música apresentada neste disco. Enquanto “Fantail” trás um solo de bateria de tirar o fôlego, “After supper”, como o próprio nome traduzido seria “Depois da ceia”, tem clima de depressão pós-prandial típica de um jantar farto. Dá vontade de dormir de tão lenta! Durante os 39:30 minutos do disco vários temas são apresentados, desde os mais delicados (“Li’l Darlin’”) aos mais agitados (“Whirly-Bird”) ilustraram a sonoridade que Count Basie conseguiu com este disco.
Eis aqui um exemplo da Bigband de Count Basie.
Assim como no livro de Robert Dimery cita em seu livro, dá pra se ter a noção da economia de Basie ao piano, deixando seus músicos brilharem, e sendo nada mais que “na medida certa” na parte que lhe cabe. Ao fim do vídeo dá pra se ter uma noção do solo de bateria que havia falado antes. Se bem que em “Fantail” é muito melhor!
Não poderia deixar esse texto sem uma palhinha de “Fantail”, claro!
Engraçado como depois de alguns discos de jazz, você passa a ter a idéia de onde o rock pegou emprestado certos movimentos. Como amante do rock não posso deixar de acrescentar um comentário pessoal. Ouvi muito Glenn Miller Orchestra quando era criança. Glenn Miller foi líder de uma Bigband das mais famosas entre 1939 e 1943. Ao ouvi-lo é clara a influencia que o mesmo teve sobre artistas que viriam a seguir. Afinal, nada veio do nada. Por isso mesmo é inegável a evolução de todos esses ritmos no que conhecemos atualmente como Rock e todas as suas vertentes (menos o Restart!). Tenho dito!
Veredito final: Assim como os demais exemplares de jazz da lista, este é obrigatório! Fator Pula Faixas baixíssimo! Uma ouvidinha em Glenn Miller fará você unir as pontas soltas entre o jazz, Bigbands e Rock’n Roll.
Próxima vítima: Thelonius Monk – Brilliant Corners. Thelonius. Um verdadeiro cientista do jazz.

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